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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Terremoto no Brasil

E o que não estava previsto, aconteceu!

"Um tremor de terra de 5,2 graus na escala Richter foi sentido no final da noite desta terça-feira (22) em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro. De acordo com o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNB) o tremor ocorreu a 270 km de São Paulo, às 21h e durou cerca de cinco segundos. O epicentro foi localizado no Oceano Atlântico", de acordo com site Gazeta on-line.
Para os desavisados, "Jorge Sand, coordenador do observatório da UNB, disse que o abalo pode ser reflexo de um tremor de terra mais forte em outro país da América do Sul ou mesmo um tremor de terra localizado, como já foi registrado na década de 20 no interior de São Paulo.
Para os preocupados, "Geólogos da Universidade de Brasília (UNB) descartam a possibilidade de um efeito tsunami provocado pelo tremor de terra sentido no fim da noite desta terça-feira (21) em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Segundo Cristiano Shimpliganond, do Observatório de Sismologia da universidade, o epicentro do abalo ocorreu no fundo o Oceano Atlântico, a 270 quilômetros de São Paulo e a 218 quilômetros de São Vicente.
Segundo ele, ainda estão sendo analisados os registros do tremor para avaliar os possíveis danos na região litorânea de São Paulo, pelo fato de a região estar mais próxima do epicentro. "Podem ter ocorrido algumas ondas maiores do que as habituais, mas nada que possa ter provocado danos. Um tsunami acontece quando o tremor ocorre em falhas inversas e ainda não temos informações sobre essa hipótese".

Só rezar para essa onda não vir pros lados de cá, né mesmo?!

Bjus e bom resto de semana pós-feriado! Amo muito tudo isso!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Trabalhar é bom?

Após muitas tentativas e quase um ano sem um trabalho fixo, eis que consegui, finalmente, um estágio na área. Mais um! Fiquei muito feliz porque será na área de assessoria, que ainda não tenho experiência e gostaria de ter porque sei que é uma área boa. Já trabalhei na TV, na rádio, só faltava o outro lado: assessoria.
Desde o começo do ano passando por entrevistas, testes, seleção... eita troço chato! Ainda tem gente que reclama que os QI's existem... mas nada melhor do que entrar numa empresa sem precisar de testes. Como eu não tenho QI na área de Jornalismo... teste aqui, teste lá! O pior é a ansiedade depois do teste. Será que passei? Ai, mas tinha muita gente boa! Poxa, queria tanto passar! Podia ter feito melhor... Ai, não podia ter falado aquilo...
Vi esses dias o documentário "O segredo" que vem daquele famoso livro de auto-ajuda. Acho que de certa maneira ajudou. Porque eles dizem que existe a Lei da Atração, e se você quer alguma coisa, deve pensar positivo. Querer muito aquela coisa, imaginar que já tem, nunca pensar que não vai conseguir. Sempre acreditei que pra conseguir algo, devemos ser otimistas. E pode crer que dá certo! Neste último teste pensei positivo. "Eu vou conseguir, eu vou conseguir". E logo veio a resposta.
Também pedi a Deus, claro, pois sou católica. E ele me atendeu. Obrigada!
Voltando a questão do trabalho, estou essa semana em casa, preparando os documentos (outra coisa chata), vai no CIEE, vai na empresa, vai na faculdade, volta no CIEE, volta na empresa, volta na faculdade... aff! Pra quê tanta burocracia? Assina meu contrato aí e pronto! Mas estágio tem essas coisas.
Aí fico em casa aproveitando o tempo que ainda tenho livre, assistindo novelas, jornais, dormindo até tarde, malhando... isso tudo vai acabar. Ai que triste! Mas eu não deveria ficar feliz? Vai entender. Quando a gente tá atoa, quer trabalhar, e quando tá trabalhando, reza pra ter um dia de folga. É a vida...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Pit Bull

Olá galera!
Estou fazendo uma matéria sobre a proibição da raça pit bull na Grande Vitória e gostaria da opinião de vocês. Por favor, comentem e respondam à enquete ao lado.
Abaixo, um pouco do assunto que saiu nos jornais.
Obs.: Olha que lindinho na foto! Nem parece ser perigoso assim... =)


Está proibido criar e comercializar Pit Bull em Vitória. A lei já está valendo e deve começar a ser cumprida em até quatro meses. Mas esta atitude está provocando uma grande polêmica. De um lado, estão aqueles que acham que o animal só fica violento por causa de uma criação errada e que a lei vai provocar o abandono desses cães na rua. Do outro, estão os que acham que a raça é violenta e deve ser banida. Há registros de vários ataques de Pit Bull na região da Grande Vitória.

O Centro de Controle de Zoonoses de Vitória tem 120 dias para se adequar à lei. Técnicos da secretaria vão se reunir nos próximos dias para definir as normas de castração, da fiscalização e das multas.

Porém, não é apenas no Brasil que os ataques de pit bulls produziram reações na população. Na Europa, vários países adotaram projetos para tentar erradicar os ataques de cães. Inglaterra, Noruega e Dinamarca optaram por medidas radicais: simplesmente proibiram a raça. Portugal e a Bélgica tentam regulamentar a criação e os cuidados que os proprietários devem ter com os cães para que tragédias não ocorram.

As raças ou cruzamentos «potencialmente perigosas» são sete: o cão de fila brasileiro, o dogue argentino, o pit bull terrier, o rottweiller, o staffordshire terrier americano, o staffordshire bull terrier, e o tosa inu.

quarta-feira, 26 de março de 2008

A gravidez na adolescência

O tema gravidez na adolescência está mesmo no auge. Não porque estou fazendo trabalho na faculdade sobre o assunto, mas porque há um filme muito interessante no cinema que aborda justamente isto. O filme chama-se Juno e eu gostei muito.

"No auge da adolescência, aos 16 anos, uma jovem ‘fica entediada’ e resolve transar com o melhor amigo da escola, ‘namoradinho’ de ocasião. Mas o que era só diversão se transforma em problema quando ela descobre que está grávida. ‘Juno’ que na mitologia grega significa a mulher de Zeus; no filme, é o nome da personagem principal de Ellen Page, que também é ótima atriz.

O filme recebeu quatro indicações ao Oscar: Melhor Filme, Roteiro Original, Atriz (Ellen Page,) e Diretor (Jason Reitman). ‘Juno’ também venceu o último Festival de Cinema de Roma, no fim do ano. Ótima no papel-título, Page segue carreira promissora e foi escolhida para estrelar ‘Whip It!’, estréia da atriz Drew Barrymore como diretora.

Na história do longa, a primeira reação da menina ao descobrir a gravidez é procurar uma clínica de aborto. Mas, ao saber que os bebês têm unhas já dentro da barriga, Juno muda de idéia e resolve dar o filho para adoção. Pavor de toda adolescente, a gravidez precoce e tudo o que isso traz como conseqüência é a linha condutora do filme, que mistura o drama ao humor sarcástico da personagem.

De forma sutil e divertida, ‘Juno’ mostra as mudanças físicas e psicológicas que acontecem com a irreverente Juno MacGuff enquanto grávida. Com humor rasgado, a jovem conta com a ajuda da melhor amiga, Leah (Olivia Thirlby), para contar a verdade ao pai, Mac (J.K. Simmons), depois que resolve procurar um casal de pais adotivos. “Juno é uma adolescente extremamente bem escrita. Ela é honesta, mas original, totalmente fora do estereótipo”, disse Ellen Page, na divulgação do filme.

Apesar da lição de moral, Mac dá total apoio à filha — mas não perde a oportunidade de fazer piada sobre o jeitão discreto de Bleeker (Michael Cera), o tal amigo que engravidou Page e sua grande paixão."

quinta-feira, 13 de março de 2008

Qual é a bronca?

Eis que um dia fui ao Triângulo e me estressei... normal, né? Mas dessa vez resolvi escrever e mandar pro jornal A Tribuna, vai que dá certo e eles publicam? hahaha que emocionante seria uma reclamação minha publicada...

"Venho através deste reclamar do bar Escritório, que fica na Praia do Canto, em Vitória. Sábado (08/03), dia internacional da mulher, fui com meu namorado e mais três amigas no Triângulo tentar escolher algum lugar para sentar e nos divertir, mas foi quase impossível.

Chegamos por volta das 22h30min e praticamente todos os lugares já estavam lotados. Tentamos ir no Escritório, que parece ser um lugar agradável, por ser bonito e bem frequentado. Doce ilusão. É praticamente impossível entrar lá. Não sei se o lugar é só para convidados, pois é o que parece. Onde já se viu ter uma corrente que fecha a entrada não permitindo que os clientes entrem no bar? E ainda uns funcionários muito mal educados que ficam com uma lista na mão. Pois bem, coloquei meu nome na lista pedindo uma mesa para cinco pessoas. Como sabia que ia demorar, fomos dar uma volta. Quando voltei a tal mesa não tinha sido desocupada e meu nome havia sido riscado. Perguntei o porque e a moça disse que eu perdi a vez porque ela atualizou a lista. Mas eu fui chamada? Não. E porque meu nome foi riscado? Porque você não estava aqui. Mas eu fui chamada???? Não. Bom... então isso não é justo. Fiquei com raiva e fui para outro bar.
Por volta de 2h30min voltamos ao local para tentar novamente. Não sei pra que, mas tudo bem. Ainda não havia mesa desocupada, segundo eles. Mas eu vi uma mesa sendo desocupada. Então minha amiga perguntou se poderíamos sentar lá e eles ficaram enrolando e não deixaram. Logo depois chegaram umas pessoas e entraram. Não entendi.
Só digo uma coisa, é um absurdo!
Nunca mais vou lá e não indico mais ninguém também, pelo contrário, falarei mal, pois lugar como esse não deve fazer sucesso de jeito nenhum.
Que eu saiba o cliente sempre tem razão e se ele não é bem atendido, tem o direito de reclamar.
Sou estudante de jornalismo e agradeço à Rede Tribuna pela oportunidade e se puder publicar, ficarei grata.

Att.,
Grazielly Favero."

A coluna "Qual a bronca?" me ligou e disse que em breve publicaria... tô esperando! rsrs
bjus galera!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Mais um texto...

AMOR... ÓDIO... AMOR

Dizem que o ódio é o sentimento mais próximo do amor que existe, pois só somos capazes de odiar a quem um dia muito amamos, sendo portanto bem tênue a linha que separa esses dois sentimentos tão conflitantes.

Não deixa de haver uma certa lógica nisso, pois se a pessoa a quem amamos, a quem entregamos nossos melhores sentimentos comete uma traição grave, uma agressão... enfim, algo que, mais do que ferir nosso físico, fira nossa dignidade, forçosamente estará matando o amor que um dia sentimos. E possivelmente, transformando o amor em ódio.

Dizem, e eu endosso, que nunca se deixa de amar a quem já se amou. O amor quando se instala, cria raízes e permanece. Quando alguém diz que "deixou de amar" a alguém, é porque na verdade nunca amou de fato. Sentiu algo parecido com amor. Pode até ter confundido os sentimentos. Mas amar, mesmo, não amou.

Mesmo quando passamos a odiar alguém devido alguma vilania cometida, não deixamos de amar... simplesmente transformamos o amor em ódio. Daí dizer-se com propriedade que os dois sentimentos andam lado a lado. Geralmente essa mudança é definitiva. Não seremos mais capazes de amar alguém que conseguiu matar o sentíamos antes.

Pode-se até voltar a viver juntos... mas aquele amor ficou perdido em algum lugar do passado. O ódio surgido fez com que o amor se perdesse.

Por isso, temos que sempre analisar bem os fatos, antes de tomar atitudes irremediáveis.

A propósito, meu querido L'Inconnu nos propicia esta "pérola". Vejam que belo pensamento:

Quando tiver de escolher entre o amor e o ódio, ame com toda a força do coração e quando tiver de odiar, simplesmente não o faça.

O amor é o sentimento que traz VIDA para a vida. Sempre está por aí. Quando o encontramos, temos que saber mantê-lo. É necessário que saibamos que atitudes tomar, para não deixar que a "tênue linha" seja rompida. Temos sempre que regar o jardim, para que as flores não sequem.

Uma coisa que, se não mata, pelo menos arrefece bastante o amor, é a indiferença com que muitas pessoas passam a tratar os parceiros, principalmente após muitos anos de convivência. Essa indiferença por vezes faz com que um dos parceiros comece a sentir raiva pelo tratamento que recebe, após tantos anos de vida em comum. Há que se prestar atenção nesse detalhe, e, notando que as coisas começam a se deteriorar, há que se voltar a atenção à parceria, não permitindo que a união se esboroe.

E, se notar que está começando a ficar com raiva de seu parceiro, não deixe que isto se transforme em ódio, levando a tomar atitudes radicais.

É chegada a hora do famoso diálogo... aquela conversa esclarecedora, onde as queixas podem e devem ser apresentadas. Isso poderá evitar muitas coisas desagradáveis.

Muitas vezes o que julgamos ser um enorme "cavalo de batalha", não passa de um lindo pônei brincalhão. E as coisas se acertam.

Por mais raiva que se sinta... procure controlar os "instintos homicidas" não deixe que a raiva se transforme em ódio. A raiva é passageira... como a paixão.

O ódio, pelo contrário, é duradouro, forte, como o amor.

Mais uma vez, chego à conclusão de que L'Inconnu é um gênio. Indiscutivelmente, é muito melhor e mais gostoso Amar do que Odiar... O amor nos deixa felizes, alegres, de bem com a vida... O ódio, nos deixa amargos, tristes, de mal com a vida...

Então crianças... procuramos sempre manter aquele sentimento bom dentro de nós.

Odiar... prá que? Por que? Ficar com aquele sentimento de vingança martelando na cabeça? Pra que? Se não foi possível viver juntos... que tudo termine em paz... ou na pior das hipóteses com o mui adequado "deixa prá lá".

Fonte:

Marcial Armando Salaverry

http://www.prosaepoesia.com.br

O amor e o ódio

Tudo que eu queria escrever, encontrei neste artigo. Como não sou psicóloga e muito menos entendida neste assunto de relacionamentos, copiei e colei aqui. Um assunto interessante... será que o amor pode se transformar em ódio? Sentimentos tão opostos e tão fortes que podem estar mais próximos do que vc imagina. Leia e confira...


Relacionamentos: Quando o amor se transforma em ódio

Dizem que amor e ódio andam de mãos dadas. Mas, será que é realmente possível transformar o amor em ódio? Se você respondeu sim é hora de rever seus conceitos.

Por expressar uma variedade de formas de afeto que diferem em nível e intensidade, este sentimento costuma receber milhares de rótulos: amizade, carinho, ternura, companheirismo, entre outros.

Porém, na realidade, o que costumamos constatar é que nem sempre a expressão do amor dá-se por vias saudáveis. Um exemplo disto pode ser visto em certos tipos de relações conjugais, onde encontramos o exercício da "posse" mascarada sob a roupagem do "amor". Aqui, diante das dificuldades de convivência, os cônjuges comportam-se como verdadeiros inimigos transformando suas juras de amor em desavenças dentro do próprio lar ou, em casos extremos, em incansáveis disputas judiciais.

Mas, será que isto realmente pode ocorrer? Podemos transformar o amor em vingança?

Diz-se que, enquanto no amor temos a expressão do afeto em sua forma positiva, no ódio encontramos o total desapreço por aquele que se tornou alvo da nossa ira.

Desta forma, quando alguém nos diz que hoje odeia aquele que um dia jurou amar, podemos afirmar com certeza, que o que ele sentia por esta pessoa era tudo, menos amor. Isto porque o amor é um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. Aqui o meu foco está voltado para o exterior, para o lado altruísta da relação e baseado na vontade que tenho de cuidar dos desejos e interesse alheio.

Como o amor não cobra, não exige, simplesmente flui incondicionalmente, a pessoa que ama verdadeiramente espera que o outro seja feliz, que tenha experiências que lhe propiciem o crescimento, mesmo que isto signifique abrir mão do desejo de estar em companhia do amado. Para estes indivíduos, a própria felicidade encontra-se atrelada ao bem-estar daqueles que eles escolheram ser o objeto de seu apreço, pois eles bem sabem que é impossível separarmos aquilo que nunca esteve unido de fato e que o amor pode se expressar de outras formas aquém da união física.

Certamente, aqui não quero dizer que não podemos ficar com raiva ou nos sentirmos magoados quando alguém, que julgamos amar, opta por outro caminho. Porém, se me decepcionei com esta pessoa é por que talvez eu tenha acreditado nela e não em sua essência.

Lembre-se que o tempo é um grande sábio e, como dizem, o melhor remédio para curar nossas feridas e enxergarmos com clareza a realidade que existia e não aquilo que havíamos criado frente as nossas carências internas.

Quando o amor se faz presente em nossos corações, conseguimos nos perdoar e aos outros também, entendendo que as pessoas passam por nossas vidas, para que possamos vivenciar lições úteis ao desenvolvimento de ambos.

Aprendamos, pois, a transformar a posse em amor, a olhar o que de positivo restou, pois sabemos que o que fica de uma relação é o que de verdadeiro existia nela: carinho, amizade, respeito ou, simplesmente compaixão pelo outro.

Mas, se o amor é isto como o ódio surge?

Para responder a esta pergunta, vamos primeiramente tentar entender o que significa odiar. Podemos descrever o ódio como uma paixão que nos impele a causar ou desejar mal a alguém. Ora, se ódio é paixão e esta um sentimento intenso que sobrepõe nossa lucidez e razão, o que encontraremos aqui é o apego, ou seja, o lado egoísta da relação. Neste caso, preocupamo-nos muito mais com a satisfação de nossos desejos pessoais, com nossas carências, com o controle do relacionamento afetivo, do que com a nossa capacidade de expressar o amor de forma incondicional.

Várias pessoas costumam acreditar que amam realmente alguém até surgir um obstáculo na relação. Quando o outro, por ação ou omissão, deixa de satisfazer seus desejos, muda seu padrão de comportamento, faz uma nova escolha, ou seja, começa a se afastar daquele modelo por elas idealizado, o sentimento de intensa frustração instala-se, levando-as a se fixarem no desejo de destruição daquele que julgam ser o grande culpado pela intensa dor emocional que atravessam.

Isto acontece porque costumamos entrar nas relações imaginando que o outro nos completará, satisfazendo nossos desejos e idealizações. Esquecemos, porém, que não podemos completar aquilo que só a nós compete: o preenchimento de nosso vazio interno. Que a relação envolve sentimentos de compreensão, companheirismo, troca, o saber ceder ou esperar. E, o mais importante, de que as pessoas não são nossos ativos, mas sim nós é que pertencemos ao mundo, tendo liberdade de vivências e escolhas, sejam estas agradáveis ou não para nós ou para o outro.

Sempre digo que, relação é conhecimento, é crescimento e que este pode se dar de inúmeras formas. Muitas vezes, quando nos relacionamos com alguém, costumamos ativar dinâmicas psíquicas não bem resolvidas em ambos, as quais resultam numa interação patológica. Isto pode ser facilmente observado nas situações onde a perfeição do outro se torna condição sinequanon. Nestes casos, quando nossas expectativas não são correspondidas, acabamos por gerar sentimentos de hostilidade que se transformam num jogo de culpas, cobranças e no aniquilamento das pessoas envolvidas.

Esquecemo-nos, porém, que enquanto nos "pré-ocupamos" em nos punir ou levar o outro à tortura, deixamos de viver novas experiências, de fazer novas escolhas, de aprender com o suposto erro, de nos respeitarmos enquanto seres merecedores de amor e compreensão e de encontrar o nosso verdadeiro caminho.

Cumpre-nos lembrar aqui também, que a dinâmica amor e ódio pode ser encontrada naqueles indivíduos que cultivam sentimentos de ciúmes. Isto porque o ciumento não consegue desenvolver o amor autêntico por confundir todas as relações com uma necessidade narcísica. Em outras palavras, estas pessoas não conseguem amar, mas sim precisam de um sentimento que são amadas, o que justifica que suas perdas sejam revestidas de uma posterior substituição. É diante da ameaça da perda que elas transformam sua paixão em ódio, sentimento este que reflete a baixa auto-estima e insegurança que as assolam.

Finalizando, lembre-se de que um verdadeiro encontro de almas só ocorre quando existe o real desapego e isto só é possível quando aprendemos primeiramente a nos amar, a nos respeitar e a nos valorizar, através do nosso autoconhecimento, ou seja, do contato com a nossa essência.

Em matéria de amor é importante ressaltar que as pessoas ficam juntas, não por necessitarem umas das outras, mas sim pela satisfação que sentem em compartilhar um mesmo sentimento, um mesmo ideal.

O amor não precisa de condições, ele basta por si só. Sendo assim, se apenas podemos refletir no mundo aquilo que temos dentro de nossa alma, que este algo seja o exercício do AMOR INCONDICIONAL, pois através dele o ódio nunca encontrará espaço para se manifestar.

Fonte:

http://www.mgriesi.com.br/ psicóloga: Mônica Griesi Cintra